Saber como calcular a margem consignável é uma habilidade fundamental para qualquer agente que atua com crédito consignado. Essa informação determina quanto do benefício ou salário de um cliente pode ser comprometido com empréstimos e cartões consignados. Um cálculo incorreto pode levar a recusas, retrabalho ou até problemas legais. Neste artigo, explicamos de forma direta como calcular essa margem com segurança, trazendo exemplos práticos para facilitar a aplicação no dia a dia.

Entendendo o conceito de margem consignável
A margem consignável é o percentual máximo da renda mensal líquida do cliente que pode ser usado para pagamento de parcelas de crédito com desconto direto em folha de pagamento ou benefício. De acordo com a legislação atual, o limite padrão para aposentados e pensionistas do INSS é de 45%, sendo 35% para empréstimos pessoais, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão benefício.
Para servidores públicos e trabalhadores CLT, o limite varia conforme categoria e vínculo, sendo geralmente de até 35%.
Passo a passo: como calcular a margem consignável
Vamos considerar o exemplo de um aposentado do INSS com benefício líquido de R$ 2.000:
- Margem para empréstimo consignado (35%)
R$ 2.000 x 0,35 = R$ 700 - Margem para cartão de crédito consignado (5%)
R$ 2.000 x 0,05 = R$ 100 - Margem para cartão benefício (5%)
R$ 2.000 x 0,05 = R$ 100
Neste caso, o valor máximo de parcela mensal para empréstimo seria R$ 700, com até R$ 200 adicionais reservados para cartões, totalizando o limite de R$ 900 de consignação.
Importância do cálculo correto para propostas seguras
Um dos principais motivos de reprovação de propostas está na margem excedida. Por isso, é essencial consultar sempre o extrato de consignações no Meu INSS ou no sistema da empresa contratante, validar contratos em andamento e simular parcelas considerando o prazo e valor total financiado.
Além disso, o agente deve alertar sobre os riscos de comprometer toda a margem disponível, já que isso pode afetar o orçamento do cliente e dificultar futuras operações.

Conclusão
Calcular a margem consignável corretamente é mais do que uma formalidade, é parte da responsabilidade técnica e ética do agente de crédito. Conhecer os limites e aplicar esse conhecimento de forma clara com o cliente eleva a confiança no atendimento e aumenta as chances de aprovação com segurança.
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